quarta-feira, 3 de maio de 2017

Palestra com o neto de Aristides Sousa Mendes





No próximo dia 8 de maio, teremos o prazer e orgulho de receber em nossa escola, Dr. António Moncada de Sousa Mendes, neto de Aristides Sousa Mendes, que foi um Diplomata português ao serviço do Estado Novo. Durante a II Guerra Mundial, Aristides de Sousa Mendes desempenhando as funções de cônsul em Bordéus, desobedeceu às ordens de Salazar ao salvar mais de 30 000 vidas da perseguição Nazi. Este gesto de coragem, humanidade e determinação, afastou-o da Carreira Diplomática e de qualquer atividade profissional, sendo ostracizado pelos seus pares, familiares e amigos. Os filhos foram perseguidos e não podendo encontrar trabalho em Portugal, são obrigados a emigrar. Aristides de Sousa Mendes acaba por morrer na miséria. No entanto foi reconhecido por Yehuda Bauer, professor de Estudos do Holocausto no Harman Avraham Institute of Contemporary judeus na Universidade Hebraica de Jerusalém : “Talvez a maior ação de salvamento feita por uma só pessoa durante o holocausto" e por Yad Vashem, ("Autoridade de Recordação dos Mártires e Heróis do Holocausto") a 18 de Outubro de 1966, como Justo entre as Nações. Aqui ficam alguns testemunhos que nos dão motivo de orgulho deste nosso Herói português.
Testemunhos retirados do livro: O cônsul Desobediente – autora: Sónia Louro
“O Senhor é para Portugal, a melhor das propagandas, é uma honra para a sua pátria.
Todos aqueles que o conheceram louvam a sua coragem, o seu grande coração, o seu espírito cavalheiresco, e acrescentam: se os portugueses se parecem com o Cônsul Mendes, são um povo de cavalheiros e de heróis”
Extrato da carta de uma refugiada salva por Aristides de Sousa Mendes
“Reconheço como um ato de Deus que um homem como este estivesse no lugar certo à hora certa”
Carta dirigida à organização israelita
para a recordação do Holocausto
“ Tenho agora 75 anos, sou professor jubilado do MIT. Estou casado há 50 anos com uma mulher maravilhosa, sou pai de dois filhos pelos quais sinto uma grande alegria e orgulho.
Tive uma vida rica. Se não fosse pela acção de Sousa Mendes, eu teria provavelmente morrido de forma horrível num campo de concentração antes dos 17 anos de idade”
Carta de um refugiado que recebeu um visto em 1940

Sem comentários:

Enviar um comentário