quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Escritor/personalidade do mês de dezembro de 2017

Bernardo Santareno
Bernardo Santarenopseudónimo literário de António Martinho do Rosário (Santarém19 de Novembro de 1920 - Oeiras29 de Agosto de 1980) é considerado o maior dramaturgo português do século XX.

Biografia

Bernardo Santareno nasceu em 19 de Novembro de 1920, em Santarém, no Ribatejo, filho de Maria Ventura Lavareda e de Joaquim Martinho do Rosário. Estudou no Liceu Nacional de Sá da Bandeira até 1939, em Santarém, após o que frequentou os cursos preparatórios para a Faculdade de Medicina, na Universidade de Lisboa. Em 1945 transferiu-se para a Universidade de Coimbra, onde se licenciou em medicina em 1950. Viria a especializar-se em Psiquiatria.
Em 1957 e 1958, a bordo dos navios David MelgueiroSenhora do Mar e do navio-hospital Gil Eanes, acompanhou as campanhas de pesca do bacalhau como médico. A sua experiência no mar serviria de inspiração a muitas das suas obras, como O LugreA Promessa e o volume de narrativas Nos Mares do Fim do Mundo.
Bernardo Santareno foi distinguido por duas vezes com o Prémios Bordalo. Primeiro, foi-lhe atribuído o Óscar da Imprensa 1962, na categoria Teatro, juntamente com os actores Laura Alves e Rogério Paulo e o Teatro Moderno de Lisboa, entregue pela Casa da Imprensa em 1963. No ano seguinte, ser-lhe-ia novamente atribuído na mesma categoria o Prémio Imprensa 1963, agora acompanhado dos actores Eunice Muñoz e Jacinto Ramos, do autor Luís de Sttau Monteiro e da Companhia do Teatro Moderno de Lisboa.
Intelectual de esquerda, teve várias vezes problemas com o regime salazarista, tendo a sua peça A Promessa sido retirada de cena após a estreia por pressão da Igreja Católica.[1] Depois da revolução de 1974 milita ativamente no partido MDP/CDE e no Movimento Unitário dos Trabalhadores Intelectuais.
Bernardo Santareno faleceu em CarnaxideOeiras, em 1980, com 59 anos de idade, e está sepultado no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.
Em 1981, Bernardo Santareno foi feito Grande Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada em 13 de Julho. 
Santareno deixou inédito um dos seus mais vigorosos dramas, O Punho, cuja acção se localiza no quadro revolucionário da Reforma Agrária, em terras alentejanas. A sua obra dramática completa está publicada em quatro volumes. Parte do espólio de Bernardo Santareno encontra-se no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional de Portugal.

Obra

Poesia

Médico de profissão, formado pela Universidade de Coimbra, revelou-se como autor de teatro apenas depois de publicar três livros de poesia (1954 - Morte na Raiz, 1955 - Romances do Mar, 1957 - Os Olhos da Víbora), onde se enunciam alguns temas e motivos dominantes da sua obra dramática.

Teatro

Reconhecido como o mais pujante dramaturgo português do século XX, a sua obra reparte-se por dois ciclos, menos distanciados um do outro do que a evolução estética e ideológica do autor terá feito supôr, já que as peças compreendidas em qualquer deles respondem à mesma questão essencial: a reivindicação feroz do direito à diferença e do respeito pela liberdade e a dignidade do homem face a todas as formas de opressão, a luta contra todo o tipo de discriminação, política, racial, económica, sexual ou outra.
Esta temática exprime-se, nas peças integrantes do primeiro ciclo (A PromessaO Bailarino e A Excomungada, publicadas conjuntamente em 1957; O Lugre e O Crime de Aldeia Velha, 1959; António Marinheiro ou o Édipo de Alfama, 1960; Os Anjos e o SangueO Duelo e O Pecado de João Agonia, 1961; Anunciação, 1962), através de um naturalismo poético apoiado numa linguagem extremamente plástica e coloquial e estruturado sobre uma acção de ritmo ofegante que atinge, nas cenas finais, um clima de trágico paroxismo.
A partir de 1966, com a "narrativa dramática" O Judeu, que retrata o calvário do dramaturgo setecentista António José da Silva, queimado pelo Santo Ofício, o autor plasma as suas criações no molde do teatro épico de matriz brechteana, adaptando-o ao seu estilo próprio, e assume uma posição de crescente intervencionismo que irá retardar até à queda do regime fascista a representação dessa e das suas peças seguintes: O Inferno, baseada na história dos "amantes diabólicos de Chester" (1967), A Traição do Padre Martinho (1969) e Português, Escritor, 45 Anos de Idade (1974), drama carregado de notações autobiográficas e que seria o primeiro original português a estrear-se depois de restaurada a ordem democrática no país. Em 1979, depois de uma curta incursão no teatro de revista, colaborando com César de OliveiraRogério Bracinha e Ary dos Santos na autoria do texto da peça de Sérgio de AzevedoP'ra Trás Mija a Burra (1975), publica quatro peças em um acto sob o título genérico Os Marginais e a Revolução (RestosA ConfissãoMonsantoVida Breve em Três Fotografias), em que combina elementos das duas fases da sua obra, inserindo a problemática sexual das primeiras peças no âmbito mais vasto de um convulsivo processo social que é a própria substância das segundas.                              
Santareno, ele próprio um "homossexual discreto" aborda a temática da homossexualidade em muitas das suas peças, antevendo a importância que esta questão - e outras relacionadas com os direitos e as liberdades individuais face aos preconceitos morais e sociais da época, como o adultério, a virgindade, o papel da mulher no casamento, a moral religiosa, e outros - viriam a ter num futuro mais ou menos próximo.  A homossexualidade desempenha papel central no drama de algumas das suas obras, como em O pecado de João Agonia, em que o "pecado" é a orientação sexual de João, ou em Vida Breve em Três Fotografias, em que prostituição masculina é o ponto focal.

Prosa

Publicou em 1959 um volume de narrativas, Nos Mares do Fim do Mundo, fruto da sua experiência como médico da frota bacalhoeira, experiência que dramaticamente transpôs em O Lugre.

Bibliografia

Poesia
·         A Morte na Raiz 
·         Romances do Mar 
·         Os Olhos da Víbora
Teatro
·         A Promessa 
·         Nos Mares do Fim do Mundo
·         O Bailarino e a Excomungada 
·         O Lugre 
·         O Crime da Aldeia Velha 
·         António Marinheiro ou o Édipo de Alfama 
·         Os Anjos e o Sangue
·         O Duelo 
·         O Pecado de João Agonia 
·         Anunciação 
·         O Judeu 
·         O Inferno 
·         A Traição do Padre Martinho 
·         Português, Escritor, 45 Anos de Idade 
·         Os Marginais e a Revolução (“Restos”, “A Confissão”, “Monsanto”, “Vida Breve em Três Fotografias”)
·         O Punho  (publicado postumamente em 1987)


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Dias com História ...Restauração da Independência

A Restauração da Independência é o nome dado ao golpe de estado revolucionário ocorrido a 1 de dezembro de 1640, chefiado por um grupo designado de Os Quarenta Conjurados e que se alastrou por todo o Reino, pela revolta dos portugueses contra a tentativa da anulação da independência do Reino de Portugal pela governação da dinastia filipina castelhana, e que vem a culminar com a instauração da 4.ª Dinastia Portuguesa – a casa de Bragança – com a aclamação de D. João IV.


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Livro em destaque no mês de dezembro de 2017

Livro: Doces Silêncios
Autora: Deborah Smith

Sinopse:
Após a morte do marido num trágico acidente, Hush McGillen não se deixou abater. Transformou os pomares de maçãs da família num negócio de sucesso e o filho, Davis, está a estudar na conceituada Universidade de Harvard. Contudo, este idílico paraíso cai por terra quando o filho aparece com uma companhia inesperada: a filha do Presidente dos Estados Unidos.
De um momento para o outro, Hush tem de lidar com os Serviços Secretos, a comunicação social e, pior do que tudo, os novos sogros do filho – e a primeira-dama não está nada satisfeita.

Com o agente federal Nick Jakobek, enviado pela família presidencial para resgatar a filha, a trazer ainda mais caos à sua vida, Hush vê-se perante a necessidade de fazer todos os possíveis para salvar o seu negócio, a sua reputação e a sua família – pois o seu passado não é exatamente o conto de fadas que todos julgam.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Dias com História (s) …São Martinho



Magusto Escolar 
No passado dia 13 de novembro, Dia de S. Martinho, os alunos da escola de Barrancos desenvolveram em articulação com a biblioteca escolar várias atividades alusivas a esta efeméride: - Audição da Lenda de S. Martinho, dramatizações, provérbios canções e até intercâmbios escolares.

Aqui fica um pouco de História…
São Martinho, ou Martinho de Tours, nasceu em cerca de 316 na antiga cidade de Savaria na Panónia, uma antiga província na fronteira do Império Romano, na atual Hungria. Filho de um comandante romano, cresceu na região de Pavia, em Itália, no seio de uma família pagã. Criado para seguir a carreira militar, foi convocado para o exército romano quando tinha quinze anos, viajando por todo o Império Romano do Ocidente.
Apesar de ter recebido uma educação pagã, foi em adolescente que Martinho descobriu o Cristianismo. Mas foi só mais tarde, em 356, depois de ter abandonado o exército que foi batizado. Tornou-se discípulo de Santo Hilário, bispo de Poitiers (na zona oeste da atual França), que o ordenou diácono e presbítero, regressando de seguida a Panónia, onde converteu a mãe. Mudou-se depois para Milão, de onde terá sido expulso juntamente com Santo Hilário. Isolado, terá passado algum tempo na ilha da Galinária, ao largo da costa italiana.
De volta à Gália, foi perto de Poitiers que fundou o mais antigo mosteiro conhecido na Europa, na região de Ligugé. Conhecido pelos seus milagres, o santo atraía multidões. Foi ordenado bispo de Tours em 371 e fundou o mosteiro de Marmoutier, na margem do rio Loire, onde vivia na reclusão. Pregador incansável, foi também o fundador das primeiras igrejas rurais na região da Gália, onde atendia tanto ricos como pobres. Morreu a oito de novembro de 397 em Candes e foi sepultado a onze de novembro em Tours, local de intensa peregrinação desde o século V.
É na data do seu enterro, três dias depois de ter morrido em Candes, que se comemora o dia que lhe é dedicado. Acredita-se que, na véspera e no dia das comemorações, o tempo melhora e o sol aparece. O acontecimento é conhecido pelo “verão de São Martinho” e é muitas vezes associado à conhecida lenda de São Martinho.


A lenda de São Martinho
Num dia frio e chuvoso de inverno, Martinho seguia montado a cavalo quando encontrou um mendigo. Vendo o pedinte a tremer de frio e sem nada que lhe pudesse dar, pegou na espada e cortou o manto ao meio, cobrindo-o com uma das partes. Mais à frente, voltou a encontrar outro mendigo, com quem partilhou a outra metade da capa. Sem nada que o protegesse do frio, Martinho continuou viagem. Diz a lenda que, nesse momento, as nuvens negras desapareceram e o sol surgiu. O bom tempo prolongou-se por três dias.
Na noite seguinte, Cristo apareceu a Martinho num sonho. Usando o manto do mendigo, voltou-se para a multidão de anjos que o acompanhavam e disse em voz alta: “Martinho, ainda catecúmeno [que não foi batizado], cobriu-me com esta veste”.


                       As tradições do dia de São Martinho
O dia de São Martinho é festejado um pouco por toda a Europa, mas as celebrações variam de país para país. Em Portugal é tradição fazer-se um grande magusto, beber-se água-pé e jeropiga. Esta é também uma altura em que se prova o novo vinho. Como diz o ditado popular, “no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”. De acordo com alguns autores, como José Leite de Vasconcelos e Ernesto Veiga de Oliveira, a realização dos magustos remonta a uma antiga tradição de comemoração do Dia de Todos os Santos, onde se acendiam fogueiras e se assavam castanhas. Em outros países, como na Alemanha, acendem-se fogueiras e fazem-se procissões, e em Espanha matam-se porcos, tradição que deu origem ao ditado popular “a cada cerdo le llega su San Martín” (“cada porco tem o seu São Martinho”). Também no Reino Unido existe a expressão “verão de São Martinho” que, apesar de já raramente utilizada, está também ligada com a crença de que o tempo melhora nos dias que antecedem o feriado.


Encontros Escolares

No âmbito dos encontros escolares a nossa escola foi visitada pelos alunos de Oliva. Os alunos espanhóis e os nossos alunos participaram em atividades lúdicas organizadas pelos professores.














segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Dia de São Martinho

No âmbito da comemoração do “Dia de São Martinho”, as turmas de 1º ciclo, nomeadamente de 2º e 5ºanos, foram desafiadas a participar na decoração do mural da Biblioteca. Assim, em expressão plástica e Português foram realizadas atividades com este objetivo. O 5ºA participou no concurso de “Quadras de São Martinho”.






sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Dia das Bruxas


    “Dia das Bruxas”
    Os alunos de 1º ciclo, nomeadamente do 3º e 4ºanos, aderiram ao desafio lançado pela Biblioteca e criaram um mural para celebrar esta temática, na aula de expressão plástica.


terça-feira, 7 de novembro de 2017

Lanche das Bolachinhas 5 ºA

No dia 19 de outubro, no âmbito da comemoração do “Dia da alimentação”, foi dinamizada pela turma do 5.º ano,  a atividade “Lanche de bolachas com especiarias e chá de gengibre ”, um breve apontamento sobre as especiarias dos Descobrimentos na nossa alimentação e também o cálculo realizado pela quantidade de calorias que apresenta uma bolachinha. 
A atividade teve lugar no bar/sala de convívio da nossa escola e os alunos bem caracterizados para a época ofereceram o sorriso acompanhado da seguinte frase: "Sorria e coma uma bolachinha por dia porque tem apenas 35kcals.
 De referir ainda que colaboraram nesta iniciativa as áreas disciplinares de H.G.P, Ciências Naturais  Educação Visual e Tecnológica em articulação com o Projeto de Educação para a Saúde e Biblioteca Escolar, onde foi realizada a pesquisa para a realização do trabalho.


Parabéns a todos pela vossa participação!

As especiarias na alimentação e a prática física

No dia 16 de outubro, no âmbito da comemoração do “Dia da alimentação”, foi dinamizada pelas turma do 8.º ano,  a atividade “As especiarias na Alimentação”, um breve apontamento sobre as especiarias dos Descobrimentos na nossa alimentação de todos os dias.
A atividade teve lugar no bar/sala de convívio da nossa escola e os alunos, com a ajuda dos pais, puderam demonstrar os seus dotes culinários através da confeção de deliciosas iguarias, nas quais esteve bem presente o toque das especiarias. A alimentação saudável, a higiene e o exercício físico são vitais para nos mantermos saudáveis, a prova disso foi a energia presente na coreografia realizada pela turma e por sinal, bem aplaudida por todos os presentes que assistiram. De referir ainda que colaboraram nesta iniciativa as áreas disciplinares de História, Educação Tecnológica, Educação Física, Ciências Naturais, Oferta Complementar - Cidadania e Métodos de Estudo, bem como o(a) docente coordenadora do Projeto de Educação para a Saúde, em articulação com a Biblioteca Escolar, onde foi realizada a pesquisa para a realização do trabalho.


Parabéns a todos pela vossa participação!

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Escritor/personalidade do mês de novembro de 2017


José Rodrigues Miguéis
José Claudino Rodrigues Miguéis GOSE 

  

Biografia


Nascido no número 13 da Rua da Saudade, no bairro típico de Alfama, passou a sua infância e juventude em Lisboa, recordações que marcarão a sua futura obra. Ainda em Lisboa viria a formar-se em Direito em 1924. Todavia, nunca exerceria de forma sistemática profissão nesta área, tendo consagrado a sua vida à Literatura e à Pedagogia. Neste último campo viria a licenciar-se em 1933 em Ciências Pedagógicas na Universidade Livre de Bruxelas, tendo posteriormente dirigido, com Raul Brandão, um conjunto inacabado de Leituras Primárias, obra que nunca viria a ser aprovada pelo governo.
Herdando do pai, um imigrante galego, as ideias republicanas e progressistas, cedo entrou em conflito com o Estado Novo, o que acabaria por o levar ao exílio para os Estados Unidos a partir de 1935. Desde essa altura até à sua morte apenas voltaria pontualmente a Portugal, não passando no seu país natal períodos superiores a dois anos. Em 1942 viria a adquirir a nacionalidade americana. Um ano antes do seu falecimento foi agraciado, a 3 de Setembro de 1979 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Santiago da EspadaMário Neves publicou uma biografia sua em 1990.

José Rodrigues Miguéis pertenceu ao chamado grupo Seara Nova, ao lado de grandes autores como Jaime CortesãoAntónio SérgioJosé Gomes FerreiraIrene Lisboa ou Raul Proença. Colaborou em diversos jornais como O Diabo, Diário Popular, Diário de Lisboa e República. Foi, juntamente com Bento de Jesus Caraça, director de O Globo, semanário que viria a ser proibido pela censura em 1933. Nos Estados Unidos viria a trabalhar como tradutor e redactor das Selecções do Reader's Digest.
Segundo os linguistas Óscar Lopes e António José Saraiva, a sua obra pode ser considerada como realismo ético, sendo claras as influências de autores como Dostoiévsky ou o seu amigo Raul Brandão. De resto, parecem claras nas suas primeiras obras as influências estéticas da Presença, podendo ler-se nas entrelinhas das suas obras simpatias com as temáticas neo-realistas portuguesas (há mesmo quem afirme que José Rodrigues Migueis tenha aderido ao partido comunista). Tem obras traduzidas em inglês, italiano, alemão, russo, checo, francês e polaco.
Em 1961 foi eleito membro da Hispanic Society of America e, em 1976, tornou-se membro da Academia das Ciências de Lisboa.

Obras


A Múmia, 1971;
Páscoa feliz (Novela), 1932;
Onde a noite se acaba (Contos e Novelas), 1946
Saudades para Dona Genciana (Conto), 1956
O Natal do clandestino (Conto), 1957
Uma aventura inquietante (Romance), 1958
Léah e outras histórias (Contos e Novelas), 1958
Um homem sorri à morte com meia cara (Narrativa), 1959
A escola do paraíso (Romance), 1960
O passageiro do Expresso (Teatro), 1960
Gente da terceira classe (Contos e Novelas), 1962
É proibido apontar. Reflexões de um burguês - I (Crónicas), 1964 
Nikalai! Nikalai! (Romance), 1971
O espelho poliédrico (Crónicas), 1972
Comércio com o inimigo (Contos), 1973
As harmonias do "Canelão". Reflexões de um burguês - II (Crónicas), 1974
O milagre segundo Salomé, 2 vols. (Romance), 1975
O pão não cai do céu (Romance), 1981
Passos confusos (Contos), 1982
Arroz do céu (Conto), 1983
O Anel de Contrabando, 1984
Uma flor na campa de Raul Proença, 1985
Idealista no mundo real, 1991
Aforismos & desaforismos de Aparício, 1996