quarta-feira, 31 de maio de 2017

Livro em destaque no mês de junho de 2017

Livro: Cinco Dias de Vida

Autora: Julie Lawson Timmer


Mara é uma advogada de sucesso, tem um casamento feliz, é uma mãe dedicada. Tem, também, uma doença devastadora que esconde do marido e da filha pequena. Ama-os demasiado para aceitar ser um fardo para eles. E tudo corre bem durante alguns anos. São anos maravilhosos mas sobre os quais paira a sombra da sua decisão aquando do diagnóstico: viverá enquanto puder manter-se digna. Agora que o seu corpo está finalmente a ceder. Mara estabelece um doloroso prazo: dentro de cinco dias, acabará com a sua própria vida.
A mais de mil quilómetros de distância, Scott tem também apenas cinco dias para cuidar de Curtis, um menino que acolheu em sua casa e que será agora novamente entregue à mãe, que está prestes a terminar uma pena de prisão. Foi com Scott que Curtis conheceu a estabilidade e o amor e desfrutou plenamente da infância pela primeira vez. O que o espera é uma angustiante incógnita. Para proteger Curtis, Scott tem agora de abdicar dele para sempre.
Mara e Scott são duas pessoas em contagem decrescente. Inesperadamente, as suas vidas vão cruzar-se e unir-se numa amizade que os acompanhará ao longo da semana mais difícil das suas vidas. E, no final dessa dura semana, qual deles estará feliz? Qual estará de luto? E qual deles terá desaparecido para sempre?

Terno e cruel como a própria vida, Cinco Dias de Vida relembra-nos que por vezes, amar é lutar e nunca desistir; mas, outras vezes implica abrir mão de tudo.

terça-feira, 9 de maio de 2017

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Escritor/personalidade do mês de maio

Hermann Hesse
Herman Karl Hesse (Calw, 2 de julho de 1877  Montagnola, 9 de agosto de 1962) foi um escritor e pintor alemão, que em 1923 se naturalizou suíço. Em 1946 recebeu o Prêmio Goethe e, passados alguns meses, o Nobel de Literatura "por seus escritos inspirados que, enquanto crescem em audácia e penetração, exemplificam os ideais humanitários clássicos e as altas qualidades de estilo".
Biografia

Nascido no seio de uma família muito religiosa, filho de pais missionários protestantes (pietistas, como é típico da Suábia) que pregaram o cristianismo na Índia. Estudou no seminário de Maulbron, mas não seguiu a carreira de pastor como era a vontade de seus pais. Tendo recusado a religião, ainda adolescente, rompeu com a família e emigrou para a Suíça em 1912, trabalhando como livreiro e operário. Acumula, então, uma sólida cultura autodidata e resolve dedicar-se à literatura. Travou contacto com a espiritualidade oriental a partir de uma viagem à Índia em 1911 e com a psicologia analítica por meio de um discípulo de Carl Gustav Jung, em decorrência de uma crise emocional causada pela eclosão da Primeira Guerra Mundial. Estas duas influências seriam decisivas no posterior desenvolvimento da sua obra. Em 1946 recebeu o Prêmio Goethe e, passados alguns meses, o Nobel de Literatura "por seus escritos inspirados que, enquanto crescem em audácia e penetração, exemplificam os ideais humanitários clássicos e as altas qualidades de estilo". Faleceu em 09 de Agosto de 1962 e foi sepultado no cemitério de San Abbondio em Montagnola, perto de Lugano, onde Hugo Ball também foi enterrado.

Obra

·         1898 Canções românticas
·         1899 Eine Stunde hinter Mitternacht
·         1903 Peter Camenzind, romance
·         1904 Bocaccio, biografia
·         1904 Francisco de Assis, biografia
·         1905 Debaixo das rodas (Unterm Rad), romance
·         1907 Diesseits, cinco contos
·         1908 Nachbarn, cinco contos
·         1910 Gertrud, romance
·         1911 Unterwegs, poesias
·         1912 Umwege, contos
·         1913 Aus Indien
·         1914 Rosshalde
·         1915 Musik des Einsamen, poesias
·         1915 Knulp, romance1917 Demian, romance
·         1920 Blick ins Chaos, Aufsätze
·         1920 O Último Verão de Klingsor (no originalKlingsors letzter Sommer)
·         1922 Sidarta (romance) (Siddhartha), romance
·         1923 Trost der Nacht, poesias
·         1927 O Lobo da Estepe  ou O Lobo das Estepes  (Der Steppenwolf), romance
·         1928 Betrachtungen
·         1928 Krisis, diário
·         1930 Narciso e Goldmund, (no original Narziss und Goldmund), romance
·         1931 Weg nach Innen, quatro contos
·         1937 Neue Gedichte
·         Correspondência com Romain Rolland
·         1943 O Jogo das Contas de Vidro, romance
·         1946 Dank an Goethe
·         1946 Der Europäer, considerações
·         1946 Sobre a guerra e a paz
·         1952 1957 Obras Compiladas, 7 volumes
·         Contos
·         Este lado da vida, romance
·         O livro das fábulas, romance
·         Pequeno mundo
·         1955 Beschwörungen, prosa tardia
·         1958 Viagem ao Oriente (no original Die Morgenlandfahrt), romance
·         O homem de muitos livros

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Livro em destaque no mês de maio de 2017

Livro: Vidas Roubadas
                                         Autora: Mary Kubica

Um thriller emocionante e de grande intensidade psicológica que prenderá o leitor do princípio ao fim.

Numa manhã fustigada pelo mau tempo, Heidi Wood vê numa estação de comboios uma adolescente com um bebé ao colo. A partir desse momento, essa imagem não lhe sai da cabeça.
Quando, dias mais tarde, volta a encontrar a rapariga com o bebé, Heidi decide ajudá-las e leva-as para sua casa. Chris, o marido de Heidi, assim como a filha Zoe, opõem-se em absoluto à ideia de esta jovem, que diz chamar-se Willow, ficar em sua casa, temendo que ela possa ser uma criminosa. No entanto Heidi não lhes dá ouvidos e, à medida que o tempo passa, sente que não pode abandonar a rapariga, e acima de tudo a sua bebé, por quem nutre um sentimento maternal fora do comum.


Entretanto, começam a aparecer pistas sobre o passado de Willow que farão com que a história ganhe contornos perturbadores. Que segredos guardará esta rapariga cujo passado esconde a todo o custo?

Palestra com o neto de Aristides Sousa Mendes





No próximo dia 8 de maio, teremos o prazer e orgulho de receber em nossa escola, Dr. António Moncada de Sousa Mendes, neto de Aristides Sousa Mendes, que foi um Diplomata português ao serviço do Estado Novo. Durante a II Guerra Mundial, Aristides de Sousa Mendes desempenhando as funções de cônsul em Bordéus, desobedeceu às ordens de Salazar ao salvar mais de 30 000 vidas da perseguição Nazi. Este gesto de coragem, humanidade e determinação, afastou-o da Carreira Diplomática e de qualquer atividade profissional, sendo ostracizado pelos seus pares, familiares e amigos. Os filhos foram perseguidos e não podendo encontrar trabalho em Portugal, são obrigados a emigrar. Aristides de Sousa Mendes acaba por morrer na miséria. No entanto foi reconhecido por Yehuda Bauer, professor de Estudos do Holocausto no Harman Avraham Institute of Contemporary judeus na Universidade Hebraica de Jerusalém : “Talvez a maior ação de salvamento feita por uma só pessoa durante o holocausto" e por Yad Vashem, ("Autoridade de Recordação dos Mártires e Heróis do Holocausto") a 18 de Outubro de 1966, como Justo entre as Nações. Aqui ficam alguns testemunhos que nos dão motivo de orgulho deste nosso Herói português.
Testemunhos retirados do livro: O cônsul Desobediente – autora: Sónia Louro
“O Senhor é para Portugal, a melhor das propagandas, é uma honra para a sua pátria.
Todos aqueles que o conheceram louvam a sua coragem, o seu grande coração, o seu espírito cavalheiresco, e acrescentam: se os portugueses se parecem com o Cônsul Mendes, são um povo de cavalheiros e de heróis”
Extrato da carta de uma refugiada salva por Aristides de Sousa Mendes
“Reconheço como um ato de Deus que um homem como este estivesse no lugar certo à hora certa”
Carta dirigida à organização israelita
para a recordação do Holocausto
“ Tenho agora 75 anos, sou professor jubilado do MIT. Estou casado há 50 anos com uma mulher maravilhosa, sou pai de dois filhos pelos quais sinto uma grande alegria e orgulho.
Tive uma vida rica. Se não fosse pela acção de Sousa Mendes, eu teria provavelmente morrido de forma horrível num campo de concentração antes dos 17 anos de idade”
Carta de um refugiado que recebeu um visto em 1940

Top Leitor do mês de abril 2017






quinta-feira, 27 de abril de 2017

Cantinhno da Leitura


Os alunos da sala 1, ouviram a história "O Ganso do charco", contada pela Prof. Natércia.
Requisição e devolução de livros.


SINOPSE
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para Educação Pré-Escolar, destinado a leitura em voz alta.

Há um ganso que tem artes de despistar uma raposa muito ladina. 
Inteligente e imaginativo, ele vai ajudar o resto do seu bando a dar uma lição à raposa.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Concurso de Leitura









Atividade cronometrada em articulação com as turmas do 4º e 5º ano.
A vencedora foi: Margarida Gaspar

segunda-feira, 6 de março de 2017

Escritor/Personalidade do mês de março





Adeline Virginia Woolf (Londres, 25 de janeiro de 1882 — Lewes, 28 de março de 1941) foi uma escritora, ensaísta e editora britânica, conhecida como uma das mais proeminentes figuras do modernismo Woolf era membro do Grupo de Bloomsbury e desempenhava um papel de significância dentro da sociedade literária londrina durante o período entre guerras. Seus trabalhos mais famosos incluem os romances Mrs. Dalloway (1925), Ao Farol  ou Rumo ao Farol (1927) e Orlando (1928), assim como o livro-ensaio Um Teto Todo Seu ou Um quarto que seja seu  (1929), onde encontra-se a famosa citação "Uma mulher deve ter dinheiro e um teto todo seu se ela quiser escrever ficção"

Biografia

Estreou na literatura em 1915 com o romance A Viagem, que abriu o caminho para a sua carreira como escritora e uma série de obras notáveis. Morreu em 1941, tendo cometido suicídio. Virginia Woolf era filha do editor Leslie Stephen, o qual deu-lhe uma educação esmerada, de forma que a jovem teria frequentado desde cedo o mundo literário. Em 1912 casou com Leonard Woolf, com quem fundou em 1917 a Hogarth Press, editora que revelou escritores como Katherine Mansfield e T.S. Eliot. Virginia Woolf apresentava crises depressivas. Em 1941, deixou um bilhete para seu marido, Leonard Woolf, e para a irmã, Vanessa Bell. Neste bilhete, ela se despede das pessoas que mais amara na vida, e comete suicídio. Virginia Woolf foi integrante do grupo de Bloomsbury, círculo de intelectuais que, após a Primeira Guerra Mundial, se posicionaria contra as tradições literárias, políticas e sociais da Era Vitoriana. Deste grupo participaram, dentre outros, os escritores Roger Fry e Duncan Grant; os historiadores e economistas Lytton Strachey e John Maynard Keynes; e os críticos Clive Bell e Desmond McCarthy.
A obra de Virginia é classificada como modernista. O fluxo de consciência foi uma de suas marcas mais conhecidas e da qual é considerada uma das criadoras. Suas reflexões sobre a arte literária - da liberdade de criação ao prazer da leitura - baseadas em obras-primas de Conrad, Defoe, Dostoievski,Austen, Joyce, Montaigne, Tolstoi, Tchekov, Sterne, entre outros clássicos, foram reunidos em dois volumes publicados pela Hogarth Press em 1925 e 1932 sob o título de The Common Reader - O Leitor Comum, homenagem explícita da autora àquele que, livre de qualquer tipo de obrigação, lê para seu próprio desfrute pessoal. Uma seleta destes ensaios, reveladores da busca de Virginia Woolf por uma estética não só do texto mas de sua percepção, foi reunida em língua portuguesa em 2007 pela Graphia Editorial, com tradução de Luciana Viegas Hack.

Obra

Woolf começou a escrever profissionalmente em 1900 com um artigo jornalístico sobre Haworth, a casa da família Brontë, para o Times Literary Supplement. O seu primeiro romance, A Viagem, foi publicado em 1915 pela editora do seu meio-irmão, a Geral Duckworth and Company Ltd. O romance foi inicialmente intitulado de Melymbrosia, mas Woolf alterou diversas vezes o rascunho. Uma versão prematura de A Viagem foi reconstruída pela especialista em Woolf Louise De Salvo e está disponível ao público sob o título inicial. DeSalvo afirma que muitas mudanças feitas no texto por Woolf foram resultado a mudanças na sua própria vida. A partir daí Woolf passou a publicar romances e ensaios, tornando-se uma intelectual pública com sucesso tanto crítico quanto popular. Grande parte do seu trabalho foi publicado através da Hogarth Press. Ela é vista como uma das maiores romancistas do século vinte e uma das principais modernistas. Também é considerada uma grande inovadora do idioma inglês. Nos seus trabalhos experimentou o fluxo de consciência e a psicologia íntima, bem como tramas emocionais dos seus personagens. A reputação de Woolf caiu bruscamente após a Segunda Guerra Mundial, mas a sua importância foi reestabelecida com o crescimento da crítica feminista na década de 1970. As peculiaridades de Virginia Woolf como uma escritora de ficção tendem a ofuscar a sua principal qualidade: Woolf é indiscutivelmente a maior romancista lírica do idioma inglês. Os seus romances são altamente experimentais: uma narrativa, frequentemente rotineira e comum, é trabalhada – e algumas vezes quase que dissolvida – sob a consciência receptiva dos personagens. Um lirismo intenso e um virtuosismo estilístico se unem para criar um mundo superabundante de impressões audiovisuais. Woolf tem frequentemente sido destacada entre os escritores do fluxo de consciência, ao lado de modernistas que foram seus contemporâneos, como James Joyce e Joseph Conrad.
A intensidade da visão poética de Virginia Woolf eleva os planos ordinários, e muitas vezes banais – grande parte ambientados entre guerras -, de boa parte dos seus romances. Mrs. Dalloway (1925), por exemplo, foca nos esforços de Clarissa Dalloway, uma socialite de meia-idade, para organizar uma festa, mesmo quando a sua vida é paralelizada com a de Septimus Warren Smith, um veterano de guerra da classe operária que retornou da Primeira Guerra Mundial tendo que suportar diversos efeitos colaterais psicológicas da guerra. Ao Farol  ou Rumo ao Farol (1927) situa-se em dois dias separados por dez anos. O enredo foca na animação e reflexão sobre a família Ramsay, prestes a fazer uma visita ao farol, e às tensões familiares relacionadas ao evento. Um dos principais temas do romance é a luta do processo criativo da pintora Lily Briscoe, que tenta pintar em meio ao drama familiar e às pressões alheias que a assolam. O romance também é uma reflexão sobre as vidas dos habitantes de uma nação que está no meio de uma guerra, e sobre as pessoas deixadas para trás. Também explora a passagem do tempo, e como as mulheres são forçadas pela sociedade a permitir que os homens tomem-lhes força emocional. Orlando (1928) é um dos romances mais leves de Virginia Woolf. Uma biografia paródica de um jovem nobre que vive por três séculos sem envelhecer mais do que trinta anos (mas que abruptamente transforma-se em uma mulher), o livro é em parte um retrato da amante de Woolf, Vita Sackville-West. Tencionava inicialmente consolar Vita pela perda de sua mansão ancestral, apesar de retratar também de forma satírica Vita e a sua obra. Em Orlando, as técnicas de historiadores biógrafos são ridicularizadas; o personagem de um biógrafo pomposo é assumido para que ele seja debochado. As Ondas (1931) apresenta um grupo de seis amigos cujas reflexões, que estão mais próximas de recitativos que solilóquios, criam uma atmosfera parecida com uma onda, o que faz com que o livro pareça-se mais um poema em prosa do que um romance com um enredo. Flush: Uma Biografia (1933) é em parte ficção, em parte a biografia do cocker spaniel pertencente à poeta vitoriana Elizabeth Barrett Browning. O livro foi escrito do ponto de vista do cachorro. Woolf foi inspirada a escrever este livro após o sucesso da peça de Rudolf Bessier, The Barretts of Wimpole Street. Na peça, Flush está no palco na maior parte das cenas. A peça foi produzida pela primeira vez em 1932 pela atriz Katharine Cornell. A sua última obra, Entre os Atos (1933), resume e amplia as preocupações principais de Woolf: a transformação da vida através da arte, a ambivalência sexual e a reflexão sobre temas referentes à passagem do tempo e da vida, apresentados simultaneamente como corrosão e rejuvenescimento – tudo situado em uma narrativa altamente imaginativa e simbólica que abrange quase toda a história da Inglaterra. Este é o livro mais lírico de todas as suas obras, não somente na questão sentimental mas também na estilística, sendo principalmente escrito em versos Ao passo em que o trabalho de Woolf pode ser entendido como consistentemente em diálogo com Bloomsbury, particularmente a sua tendência (notada por G. E. Moore, dentre outros) de seguir em direção a um racionalismo doutrinário, não uma simples recapitulação de ideais elitistas.
Morte
No ano de 1941, com o estopim da Segunda Guerra Mundial, a destruição da sua casa em Londres durante o Blitz e a fria recepção da crítica à sua biografia do seu amigo Roger Fry, Virginia Woolf foi condicionada ao impedimento da sua escrita e caiu em uma depressão semelhante às que sofreu durante a juventude. Em 28 de março de 1941, Woolf colocou seu casaco, encheu os seus bolsos com pedras, caminhou em direção ao Rio Ouse, perto de sua casa, e se afogou. Seu corpo foi encontrado somente três semanas mais tarde, em 18 de abril de 1941, por um grupo de crianças perto da ponte de Southease.Está sepultada em Non-Cemetery, Sussex na Inglaterra.

 

Romances

·         A Viagem
·         Noite e Dia
·         O Quarto de Jacob
·         Mrs. Dalloway
·          Ou Rumo ao Farol 
·         Orlando
·         As Ondas
·         Os Anos
·         Entre os Atos