segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Sugestões de leitura para o mês de dezembro de 2016


Livro em destaque no mês de dezembro de 2016


Livro: O Lado Selvagem
Autor: Jon Krakauer


Sinopse:

Em abril de 1992, Christopher McCandless abandona um futuro promissor, a civilização, a sua própria identidade, doa os 25 mil dólares que constam no seu saldo bancário para fins de caridade e parte em busca de uma experiência genuína que transcenda o materialismo do quotidiano. Rendido ao apelo ancestral e romântico da vastidão selvagem do longínquo Oeste americano, este jovem enigmático inventa para si mesmo uma nova vida e, sem saber, dá início a uma aventura que mais tarde viria a encher páginas dos jornais. E é com o justo sentido da dimensão trágica deste caso verídico que Jon Krakauer o recupera para criar uma narrativa iluminada, que nos cativa pela sua capacidade única de trazer a página impressa a força indomável de um espírito rebelde e lírico e de nos seduzir com o perfume inebriante de um mistério maior que envolve toda a história. Um must para todos os viajantes da estrada e da alma.

Escritor/Personalidade do mês de dezembro

Fiódor Dostoiévski

Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski
Moscovo, 30 de outubro / 11 de novembro de 1821  São Petersburgo, 28 de janeiro / 9 de fevereiro de 1881) – ocasionalmente grafado como Dostoievsky – foi um escritor, filósofo e jornalista russo, considerado um dos maiores romancistas da história e um dos mais inovadores artistas de todos os tempos É tido como o fundador do existencialismo, mais frequentemente por Notas do Subterrâneo, descrito por Walter Kaufmann como a "melhor proposta para existencialismo já escrita".
A obra dostoievskiana explora a autodestruição, a humilhação e o assassinato, além de analisar estados patológicos que levam ao suicídio, à loucura e ao homicídio: seus escritos são chamados por isso de "romances de ideias", pela retratação filosófica e atemporal dessas situações.[6] O modernismo literário e várias escolas da teologia e psicologia foram influenciados por suas ideias.  Dostoiévski logrou atingir certo sucesso com seu primeiro romance, Gente Pobre, que foi imediatamente muito elogiado pelo poeta Nikolai Nekrássov e por um dos mais importantes críticos da primeira metade do século XIX, Vissarion Belínski. Porém, o escritor não conseguiu repetir o sucesso até o retorno à Sibéria, quando escreveu o semibiográfico 
Recordações da Casa dos Mortos, sobre a prisão que sofrera e que foi considerado por Liev Tolstói como o melhor livro de toda a literatura moderna. Posteriormente sua fama aumentaria grandemente, principalmente graças a Crime e Castigo. Seu último romance, Os Irmãos Karamazov, foi considerado por Sigmund Freud como o melhor romance já escrito. Perigoso, segundo Josef Stálin, até 1953 o currículo soviético para estudos universitários sobre o escritor o classificava como "expressão da ideologia reacionária burguesa individualista". Segundo ele mesmo, seu mal era uma doença chamada consciência. A obra de Dostoiévski exerce uma grande influência no romance moderno, legando a ele um estilo caótico, desordenado e que apresenta uma realidade alucinada.

Biografia

Primeiros anos

Mariinsky Hospital em Moscovo, local de nascimento de Dostoiévski. Fiódor foi o segundo dos sete filhos nascidos do casamento entre Mikhail Dostoievski e Maria Fiodorovna. A mãe do escritor morreu quando ele ainda era muito jovem, de tuberculose, e o pai, que era médico, pode ter sido assassinado pelos próprios servos, que o consideravam autoritário. Alguns biógrafos afirmaram que foi quando Dostoievski teve sua primeira crise epilética, fato disputado pelos seus atuais estudiosos, principalmente Joseph Frank. É aceito hoje por alguns biógrafos, porém sem provas concretas, que o doutor Mikhail Dostoiévski, seu pai, foi assassinado pelos próprios servos de sua propriedade rural em Daravói, indignados com os maus tratos sofridos. Tal fato teria exercido enorme influência sobre o futuro do jovem Fiódor, que desejou impetuosamente a morte de seu progenitor e em contrapartida se culpou por isso, fato que motivou Freud a escrever o polêmico artigo "Dostoiévski e o Parricídio". Freud é muito criticado por alguns estudiosos por ter escrito seu ensaio baseado em rumores, sem uma pesquisa profunda sobre a vida de Dostoiévski. Joseph Frank apresenta documentos médicos que atestam que Mikhail Dostoiévski morreu, na verdade, de uma apoplexia, e os boatos em contrário foram propagados para diminuir o preço da propriedade dos Dostoiévski, pela qual um vizinho mostrava interesse.

Início da carreira literária

Na Academia Militar de Engenharia , em São Petersburgo, Dostoiévski aprendeu matemática e física. Também estudou a obra de Shakespeare, Pascal, Victor Hugo e E.T.A. Hoffmann, já que a faculdade tinha um bom programa de literatura, que focava principalmente a produção francesa. Nesse mesmo ano, escreveu duas peças românticas, Mary Stuart e Boris Godunov, influenciado pelo poeta romântico alemão Friedrich Schiller. Dostoiévski descrevia-se como um "sonhador" em sua juventude e, em seguida, um admirador de Schiller. Em 1843, terminou seus estudos de engenharia e adquiriu a patente de tenente militar, ingressando na Direcção-Geral dos Engenheiros, em São Petersburgo. Em 1844, Honoré de Balzac visitou São Petersburgo, e Dostoiévski, como uma forma de admiração, fez sua primeira tradução, Eugenia Grandet, e saldou uma dívida de 300 rublos com um agiota. Esta tradução despertou sua vocação, levando-o pouco tempo depois a abandonar o exército para dedicar-se exclusivamente à literatura. Trabalhou como desenhista técnico no Ministério da Guerra, em São Petersburgo. Fez traduções de Balzac e George Sand. Alugou, em 1844, uma casa em São Petersburgo e dedicou-se à escrita de corpo e alma. Nesse mesmo ano, deixou o exército e começou a escrever sua primeira obra, o romance epistolar Gente Pobre, trabalho que iria fornecer-lhe êxitos da crítica literária, cuja leitura de Bielinski, o mais influente crítico da literatura russa, o fez acreditar ser Dostoiévski "a mais nova revelação do cenário literário do pais." Em O Diário de um Escritor, recordou que após concluir "Gente Pobre" deu uma cópia para seu amigo Dmitri Grigorovitch, que a entregou ao poeta Nikolai Alekseevich Nekrasov. Com a leitura do manuscrito em voz alta, ambos ficaram extasiados pela percepção social da obra. Às quatro horas da manhã, foram até Dostoiévski para dizer que seu primeiro romance era uma obra-prima. Nekrassov mais tarde entregou a obra a Bielinski. "Um novo Gogol apareceu!", disse Nekrassov. "Pra você, os Gogol nascem como cogumelos!", Bielinski respondeu. Logo depois, porém, o crítico concordaria. Ele estava extasiado com o movimento realista na Europa, e considerou o romance de Dostoiévski como a primeira tentativa do gênero na Rússia.

Legado e influência

Albert Einstein escreveu: "Dostoiévski oferece-me mais que qualquer outro pensador, mais que Carl Friedrich Gauss", e o escritor russo Aleksei Rémizov, durante exílio em Paris, em 1927, escreveu: "A Rússia é Dostoiévski. A Rússia não existe sem Dostoiévski.  A maioria dos críticos concorda que Dostoiévski, Dante Alighieri, William Shakespeare, Miguel de Cervantes, Johann Wolfgang von Goethe, Luís de Camões, Victor Hugo e outros poucos escolhidos tiveram uma influência decisiva sobre a literatura do século XX, especialmente no existencialismo e expressionismo.  A influência de Dostoiévski é imensa, de Hermann Hesse a Marcel Proust, William Faulkner, Albert Camus, Franz Kafka, Yukio Mishima, Roberto Arlt, Ernesto Sábato e Gabriel García Márquez, para citar alguns autores.  Na verdade, nenhum dos grandes escritores do século XX foram alheios ao seu trabalho (com algumas raras exceções, tais como Vladimir Nabokov, Henry James ou (D. H. Lawrence). O romancista americano Ernest Hemingway também citou Dostoiévski em uma de suas últimas entrevistas como uma das suas principais influências.  Friedrich Nietzsche referiu-se a Dostoiévski como "o único psicólogo com que tenho algo a aprender: ele pertence às inesperadas felicidades da minha vida, até mesmo a descoberta Stendhal." Certa vez disse, referindo a "Notas do Subsolo": "chorei verdade a partir do sangue". Nietzsche refere-se constantemente a Dostoiévski em suas notas e rascunhos no internato entre 1886 e 1887, além de escrever diversos resumos das obras de Dostoiévski. "Um grande catalisador: Nietzsche e neo-idealismo russo", disse Mihajlo Mihajlov. Com a publicação de Crime e Castigo em 1866, Fiódor se tornou um dos mais proeminentes autores da Rússia no século XIX, tido como um dos precursores do movimento filosófico conhecido como existencialismo. Em particular, Memórias do Subsolo, publicado pela primeira vez em 1864, tem sido descrito como o trabalho fundador do existencialismo. Para Dostoiévski, a guerra é a revolta do povo contra a ideia de que a razão orienta tudo.

Obras

Romances

·         1846 - Gente Pobre (Bednye lyudi (Бедные люди))
·         1846 - O Duplo: Poema de Petersburgo (Dvoinik - Двойник. Петербургская поэма)
·         1848 - Noites Brancas (Белые ночи)
·         1849 - Netochka Nezvanova (Неточка Незванова)
·         1859 - O Sonho do Tio, ou "O Sonho de Titio", ou "O Sonho do Príncipe" (Dyadyushkin son - Дядюшкин сон)
·         1859 - Aldeia de Stiepantchikov e seus Habitantes ou "A vila de Stepanhchikov e seus habitantes" (Selo Stepanchikovo i ego obitateli - Село Степанчиково и его обитатели)
·         1861 - Humilhados e Ofendidos (Unijennye i oskorblennye - Униженные и оскорбленные)
·         1862 - Recordações da Casa dos Mortos ou "Memórias da Casa Morta" (Zapiski iz mertvogo doma - Записки из мертвого дома)
·         1864 - Memórias do Subsolo, "Notas do Subterrâneo", "A Voz do Subsolo", "Cadernos do Subsolo" (Zapiski iz podpolya - Записки из подполья)
·         1866 - Crime e Castigo (Prestuplenie i nakazanie - Преступление и наказание)
·         1867 - O Jogador (Igrok - Игрок)
·         1869 - O Idiota (Idiot - Идиот)
·         1870 - O Eterno Marido (Vechnyj muzh - Вечный муж)
·         1872 - Os Demônios ou Os Possessos (Besy - Бесы)
·         1875 - O Adolescente (Podrostok - Подросток)
·         1881 - Os Irmãos Karamazov (Brat'ya Karamazovy - Братья Карамазовы)

Novelas e contos

·         1846 - Senhor Prokhartchin (Gospodin Prokharchin - Господин Прохарчин)
·         1847 - Romance em Nove Cartas (Roman v devyati pis'mahh - Роман в девяти письмах)
·         1847 - A Senhoria ou A Dona da Casa (Khozyajka - Хозяйка)
·         1848 - Polzunkov - Ползунков
·         1848 - Coração Fraco (Slaboe serdze - Слабое сердце)
·         1848 - O Ladrão Honesto (Tchestnyj vor - Честный вор)
·         1848 - Uma Árvore de Natal e uma Boda (Elka i svad'ba - Елка и свадьба)
·         1848 - O Homem Debaixo da Cama ou A Mulher Alheia e o Homem Debaixo da Cama (Tchujaya jena i muj pod krovat'yu - Чужая жена и муж под кроватью)
·         1848 - Noites Brancas (Belye nochi - Белые ночи)
·         1849 - O Pequeno Herói (Malen'kij geroi - Маленький герой)
·         1862 - Uma História Desagradável ou Uma História Lamentável (Skvernyj anekdot - Скверный анекдот)
·         1865 - O Crocodilo (Krokodil - Крокодил)

·         1873 - Bóbok (Bobok - Бобок)