quinta-feira, 14 de maio de 2015

Hora do Conto


No âmbito do dia internacional da família, 6ª feira às 14:00 H, os alunos do Pré-escolar vêm à Biblioteca, ouvir uma história contada pela mãe de uma aluna.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Hora do Conto


A turma do Pré-escolar da sala 1, mais uma sexta-feira vieram à Biblioteca, ouvir a história «O João e o Feijoeiro Mágico». Requisição de livros.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Amostras para ler +





 

A equipa da Biblioteca continua a visitar quinzenalmente, as salas de aula do 1º ciclo. Continuem a fazer as vossas requisições. Boas leituras!!!



terça-feira, 5 de maio de 2015

Metas Curriculares de Português









Leitura recomendada para o 9.º ano de escolaridade.

Auto da Barca do Inferno – Gil Vicente

Maria Moisés – Camilo Castelo Branco

O Alienista – Machado de Assis

O Fantasma de Canterville – Oscar Wilde

Auto da Índia – Gil Vicente

A Coleção Educação Literária reúne obras de referência da literatura portuguesa e universais indicadas pelas metas Curriculares de Português e pelo Plano Nacional de Leitura.

 

Escritor / Personalidadedo mês de maio


Érico Veríssimo

Érico Lopes Veríssimo, (Cruz Alta, 17 de dezembro de 1905  Porto Alegre, 28 de novembro de 1975) foi um dos escritores brasileiros mais populares do século XX.

Família e juventude


De família abastada que se arruinou, Érico Veríssimo era filho do farmacêutico Sebastião Veríssimo da Fonseca (1880-1935) e da dona de casa Abegahy Lopes (dita "dona Bega"). Tinha um irmão mais novo, Ênio (1907), e uma irmã adotiva, Maria.1Quando tinha quatro anos de idade, Érico ficou gravemente doente e, após ser levado a vários médicos, foi finalmente diagnosticado com meningite complicada com broncopneumonia pelo médico Olinto de Oliveira, cujo tratamento salvou sua vida. Durante sua infância, estudou no Colégio Venâncio Aires, em Cruz Alta, onde foi um aluno comportado e quieto, frequentava o cinema e observava o pai trabalhando. Por volta de 1914, com quase dez anos, Érico criou uma "revista",Caricatura, na qual fazia desenhos e escrevia pequenas notas. Aos treze anos, Érico já lia autores nacionais, como Aluísio Azevedo e Joaquim Manuel de Macedo, e estrangeiros, comoWalter Scott, Émile Zola e Fiódor Dostoiévski. Em 1920, foi matriculado no extinto Colégio Cruzeiro do Sul (hoje Colégio IPA), um internato de orientação protestante de Porto Alegre, deixando sua namorada Vânia em Cruz Alta. No novo colégio, Veríssimo foi por muito tempo o primeiro aluno de sua turma, embora tivesse aversão à matemática. Em seu último ano letivo, o jovem Érico chegou a sofrer de claustrofobia e de pesadelos. Em dezembro de 1922, terminados os estudos do filho, seus pais se separaram; as diferenças do casal eram notáveis: Sebastião era um homem gastador e mulherengo e dona Bega, uma mulher econômica e reclusa. Érico, sua mãe e seus irmãos passaram então a morar na casa dos avós maternos. Endividado, o pai perdeu a propriedade da farmácia. No ano seguinte, Érico empregou-se como balconista noarmazém do tio Américo Lopes e, depois, no Banco Nacional do Comércio. Durante esse tempo, transcrevia obras de Euclides da Cunha e de Machado de Assis, dentre outros escritores, e tomou o gosto, pela música lírica. Também aprofundou mais ainda a leitura de escritores nacionais e estrangeiros. Em 1924, para que o irmão Ênio pudesse frequentar o ginásio, a família mudou-se para a capital gaúcha, mas, após um ano de extremas dificuldades financeiras , retornou a Cruz Alta. Em 1926, Érico se tornou sócio da Farmácia Central, junto com um amigo de seu pai, mas o novo empreendimento faliu em 1930, deixando uma dívida que só conseguiria liquidar dezessete anos depois. Além de farmacêutico, Érico também trabalhou como professor de literatura e língua inglesa à época. Em 1927, Veríssimo conheceu sua futura esposa, Mafalda Halfen Volpe, então com quinze anos, e os dois ficaram noivos em 1929. Nesse mesmo ano, Érico publicou seu primeiro texto: Chico: um Conto de Natal, na revista mensal "Cruz Alta em Revista". Em seguida, seu amigo Manuelito de Ornelas enviou os contos Ladrão de Gado e A Tragédia dum Homem Gordo à Revista do Globo. E o jornal Correio do Povo publicou o conto A Lâmpada Mágica.

Década de 1930


Em uma manhã de outubro de 1930, Érico despediu-se de seu pai Sebastião, que, engajado na Revolução de 1930, resolveu mudar-se para Santa Catarina. Foi a última vez que se viram. Desempregado após a falência de sua farmácia, em dezembro de 1930 Érico mudou-se novamente para Porto Alegre, disposto a viver de seus escritos. Mafalda, sua noiva, permaneceu em Cruz Alta. Veríssimo então foi contratado como secretário de redação daRevista do Globo e, em seu tempo livre, encontrava-se com intelectuais da época, como Mário Quintana e Augusto Meyer, no barAntonello, no centro da capital. Em 1931, Érico regressa a Cruz Alta para se casar com Mafalda, e os dois passam a morar em Porto Alegre, onde Érico havia obtido certa estabilidade financeira. Eles tiveram dois filhos: Clarissa Verissimo (1935) e o também escritor Luis Fernando Verissimo (1936). O casamento deles foi duradouro, e Érico escreveu mais tarde que, sem a paciência e o bom-senso da esposa, sua carreira de escritor teria sido impossível. Para complementar o orçamento da Revista do Globo, Veríssimo começou a traduzir livros do inglês para o português. A primeira tradução foi da obra O Sineiro (The Ringer), de Edgar Wallace. Além de traduzir, passou a colaborar para as edições dominicais dos jornais Diário de Notícias e Correio do Povo. Promovido a diretor da Revista do Globo em 1932, Érico começou a indicar mais livros estrangeiros para tradução e publicação. No mesmo ano, ele publica sua obra de estreia, Fantoches, uma coletânea de contos, em sua maioria na forma de pequenas peças de teatro. Contudo, as vendas do livro não foram boas, e um incêndio destruiu o local onde estavam armazenados os exemplares restantes. Em 1933, Érico Veríssimo traduziu o célebre livro Contraponto (Point Counter Point), de Aldous Huxley, e publicou seu primeiro romance: Clarissa, cujos sete mil exemplares foram vendidos em cinco anos. Seu segundo romance, Caminhos Cruzados, publicado em 1935, chegou a ser considerado subversivo pela Igreja Católica e pelo Departamento de Ordem Pública e Social, levando seu autor a ser interrogado pela polícia a respeito de sua orientação política. Em 1936, Érico publicou dois romances que eram continuações de Clarissa: Música ao Longe, pelo qual ganhou o Prêmio Machado de Assis, e Um Lugar ao Sol.1Além disso, criou, na Rádio Farroupilha, um programa infantil, O Clube dos Três Porquinhos, que saiu do ar quando o Estado Novo estava prestes a submetê-lo ao departamento de censura. Em 1938, Érico Veríssimo publicou sua primeira obra de repercussão nacional e internacional, Olhai os Lírios do Campo, que foi traduzido do inglês ao indonésio.


Décadas de 1960 e 1970


Em 1961, Érico sofreu seu primeiro infarto do miocárdio. Após um repouso absoluto, volta a trabalhar na obra O Arquipélago. Quando decide viajar à Grécia com a esposa em 1962, Érico entrega O Arquipélago pronto para ser publicado. No dia 12 de outubro de 1963, vítima de câncer de pulmão, faleceu a mãe de Érico, aos setenta e oito anos. No ano seguinte, Luis Fernando Verissimo, inesperadamente, casa-se com Lúcia Helena Massa, e eles também deram três netos a Veríssimo.

Em 1965, Érico publicou o romance O Senhor Embaixador, no qual refletia sobre os descaminhos da América Latina. Ganhou então o Prêmio Jabuti, na categoria romance, da Câmara Brasileira de Livros. Publica sua autobiografia em 1966, O Escritor diante do Espelho, que é ampliada mais tarde.

No romance Incidente em Antares, de 1971, Érico traçou um apanhado da história do Brasil desde os primeiros tempos e enveredou pelo fantástico, com uma rebelião de cadáveres durante uma greve de coveiros na fictícia cidade de Antares. Em1972, na comemoração dos quarenta anos de lançamento de seu primeiro livro, Érico relançou Fantoches, com desenhos e notas de sua autoria.

Em 1973, publica o primeiro volume de Solo de Clarineta, sua segunda e ampliada autobiografia. Em 28 de novembro de 1975, morre vítima de um infarto. A morte impediu-o de completar o segundo volume de sua autobiografia, programada para ser uma trilogia, além de um romance que se chamaria A Hora do Sétimo Anjo.2 No ano seguinte, foi publicado postumamente o segundo volume de Solo de Clarineta, organizado por Flávio Loureiro Chaves.Por ocasião do falecimento de Érico, Carlos Drummond de Andrade publicou o poema A falta de Érico Veríssimo.

Romances

·         O sineiro (The Ringer), de Edgar Wallace – 1931

·         O círculo vermelho (The Crimson Circle), de Edgar Wallace – 1931

·         A porta das sete chaves (The Door with Seven Locks), de Edgar Wallace – 1931

·         Classe 1902 (Jahrgang 1902), de Ernst Glaeser – 1933

·         Contraponto (Point Counter Point), de Aldous Huxley – 1934

·         E agora, seu moço? (Kleiner Mann - was nun?), de Hans Fallada – 1937

·         Não estamos sós (We Are Not Alone), de James Hilton – 1940

·         Adeus Mr. Chips (Goodbye Mr. Chips), de James Hilton – 1940

·         Ratos e homens (Of Mice and Men), de John Steinbeck – 1940

·         O retrato de Jennie (Portrait of Jennie), de Robert Nathan – 1942

·         Mas não se mata cavalo? (They Shoot Horses, Don't They?), de Horace McCoy – 1947

·         Maquiavel e a dama (Then and Now), de Somerset Maugham – 1948

·         A pista do alfinete novo (The Clue of the New Pin), de Edgar Wallace – 1956